Alegria - Cirque du Soleil

Contrastes de Alegria

por Diego Araújo



Respeitável público! Hoje tem marmelada? Hoje tem palhaçada?
Sinônimo de alegria, o circo é uma das maiores manifestações culturais que existe no mundo. Sob uma lona colorida, a diversão se transforma em palhaçada, malabarismos e muita alegria para toda a família.
Entre esta manifestação cultural temos contrastes de mundos, porém com o mesmo objetivo.
Um circo sem nome no interior da Bahia, o circo mundialmente conhecido no mundo Cirque du Solei.
No interior da Bahia, o circo chega à cidade causando impacto, sua lona furada deixa as crianças encantadas, seus palhaços com roupas amassadas atraem a atenção de toda a população. Ensaio é o próprio espetáculo, durante o dia, cuidam das tarefas corriqueiras. Somente os donos do circo moram em um trailer o restando moram em barracas, os 12 artistas que se multiplicam em diversas peripécias no espetáculo são pessoas comuns durante o dia. Está simplicidade leva alegria a todos na cidade, o ingresso custa apenas R$ 2 reais e com um mega promoção, criança paga meia e se ajudar na divulgação do circo entra de graça.
No mundo, o Cirque du Soleil atrai milhões de espectadores, com diferentes espetáculos espalhados pelo mundo o Cirque du Soleil. No Brasil o espetáculo Alegria já atraiu milhares de pessoas, em diferentes cidades brasileiras.
Durante o dia, ensaios que procuram a perfeição, os artistas possuem dezenas de figurinos e são treinados na sede do Cirque Du Soleil a se maquiarem e se preparar para o show. Todos os 1000 artistas em turnê pelo mundo nos 15 espetáculos ficam hospedados em hotéis 5 estrelas, com todas as mordomias possíveis. A divulgação fica a cargo da mídia, patrocinadores criam promoções e a TV divulga incessantemente as belezas do espetáculo. O ingresso custa de R$ 200 à R$ 400 reais, o que daria para comprar a platéia toda do circo do interior da Bahia.
Contrastes existem, mas não temos nenhuma diferença no propósito de cada circo, a função de levar alegria a todos que estão presentes vendo o espetáculo.
Do simples ao sofisticado, do barato ao caro a alegria do circo permanecerá a mesma.

O espetáculo começou

Fotos por Amanda Dantas








Respeitável público, a hora da entrevista

por Amanda Dantas

Nome: Felipe
Idade: 15 anos


O que faz no circo?
Sou artista palhaço circense do circo Fiesta, mas devido ao Memorial da América Latina não permitir apresentações de menores de 16 anos, eu apenas auxilio com a produção do circo.


Estuda?
Sim


Como faz para estudar se você viaja bastante?
Existe jeito para tudo, estudo nas escolas das cidades onde o Circo está.


Nome: Mauro
Idade: 17 anos


O que faz no circo?
Sou palhaço do Circo Fiesta

Há quanto tempo trabalha em circo?
Desde quando nasci, minha família toda é circense, meus irmãos e pais que estão na Colômbia.

Onde nasceu?
Colômbia, e logo quando pequeno vim para o Brasil.

Como é a vida no circo?
Moramos em trailers e viajamos por todo o país com o Circo Fiesta, temos uma vida comum durante o dia, muitos artistas tem outros empregos, geralmente de eventos em festas, nada fixo por conta da rotina onde não ficamos em apenas uma cidade.

Como são os ensaios?
Apenas às sextas, sábados e domingos nos dias de apresentação, antes de nos apresentarmos chegamos mais cedo à tenda e ensaiamos bastante, além de que na semana sem dia estipulado, cada um por si também fazemos nossos treinos em especial os trapezistas, contorcionistas.

Estuda?
Sim

Como faz para estudar?
As escolas são obrigadas a dar vagas para pessoas como nós. E cada cidade onde ficamos eu sempre procuro uma escola, onde os professores e colegas de sala são mais tolerantes e nos ajudam, faço muitos amigos por conta disso.



As entrevistas foram feitas Sábado dia 12/04/2008 às 20 horas no Circo Fiesta que atualmente está situado no Memorial da América Latina: Av. Auro Soares de Moura Andrade, 664- Barra Funda-São Paulo- SP. O Espetáculo, com o tema “Anos 70”, foi realizado por César Guimarães (6ª geração da família Alves)

História do CIRCO

por Nádia Alvares

Uma das artes milenares do homem, o circo surgiu na China onde pinturas de acrobatas, contorcionistas foram descobertas com cerca de 5.000 anos.
Documentos do ano 108 a.C relatam que existia um festival anual de arte circense com diversas atrações novas a cada ano.
Há relatos também que indicam que no Egito, mais exatamente nas pirâmides, existiam pinturas de malabaristas e paredistas.
Na Índia os números de contorção e saltos fazem parte dos milenares espetáculos sagrados, junto com danças, música e canto.
Mais foi na Europa que o circo ganhou força e se desenvolveu. Os espetáculos tomaram impulso ainda no Império Romano, quando seus anfiteatros recebiam apresentações de habilidosos (mais tarde classificadas como circenses). A importância e a grandiosidade desse espetáculo pode ser atestada pelo Circo Máximo de Roma, construído onde hoje estão as ruínas do Coliseu Romano. Com a decadência do Império Romano, os artistas circenses ganham espaço nas praças públicas, nos adros das igrejas e, sobretudo, nas feiras.
Esses circos, agrupados em pequenas companhias, rodavam vilas, cidades e castelos, em busca de público e de sustento. Nessa época os circos não tinham a mesma organização dos nossos dias, com cobertura de lona, arquibancadas e picadeiro, mas já apresentavam números que permanecem até hoje, como engolidores de fogo, truques mágicos e malabarismos.
A arte circense é o resultado de performances artísticas desenvolvidas em diversos países ao longo do tempo. Essas performances incluem: habilidades físicas, equilíbrio na corda bamba, saltos mortais, contorcionismo; elementos de teatro e dança; e habilidades em geral: andar em monociclo, domar animais, etc. Documentos apontam que no século XVIII, antes mesmo da criação do circo moderno, já havia grupos circenses no Brasil. Normalmente, essas companhias eram formadas por ciganos, expulsos da Península Ibérica. Em suas apresentações eles faziam de tudo: doma de animais, números de ilusionismo e até teatro de bonecos. O circo moderno só chegou ao Brasil a partir de 1830. Incentivadas pelos ciclos econômicos do café, borracha e cana-de-açúcar, grandes companhias européias vinham apresentar-se nas cidades brasileiras. Foram essas companhias que ajudaram a formar as primeiras famílias de circo, que passaram a ser as responsáveis pelo desenvolvimento do circo moderno no Brasil. Até a pouco tempo, esta era a situação dos circos no Brasil. Mas diversos fatores levaram a uma mudança na sua organização e administração. Com o surgimento dos grandes centros urbanos e o desenvolvimento tecnológico, apareceram também novas formas de entretenimento, como a televisão, cinema, teatro e parques de diversão. Com isso, o circo foi perdendo espaço e público. "Na verdade, o circo adaptou-se aos novos tempos da massa media. Tornou-se performático. Mas sem esquecer a maioria das atrações de antigamente”.(TORRES, 1998: p.45). As mudanças ocorridas na administração do circo moderno ajudaram a criar também uma nova categoria de circo. Conhecidas como "novo circo", estas companhias não têm picadeiro, nem lona, nem arquibancadas e se apresentam, na maioria das vezes, em teatros ou casas de espetáculo. Nas apresentações, há inovações na linguagem, com a incorporação de elementos de dança, teatro e música. Um exemplo desse tipo de circo é o Cirque du Soleil, do Canadá. No Brasil, há vários grupos desse gênero, como a Intrépida Trupe, Fratellis, Teatro de Anônimos e Nau de Ícaros.